sábado, 9 de abril de 2011

Em luto...


Sentimentos misturados, o coração que dói sem parar, a imaginação que voa a mil tentando entender o que se passou no Rio. Como explicar um adolescente que se prepara, se mune e se arma com vestes de anjo da morte e numa caçada impiedosa, decide quem vive e quem morre. Um carrasco impiedoso e diferente, abateu tudo o que viu pela frente sem se importar com nada, destruiu muitas vidas, inclusive a própria de forma fria e planejada. A ferida está aberta e ainda difícil de ser cicatrizada, mas a esperança é que ainda existe o amor para confortar nesta hora tão difícil todos que passam por este momento de dor.



Como educadora estou em luto refletindo sobre quais os caminhos que seguem a educação. Como esse menino passou tantos anos na escola, e esta nunca percebeu nada de anormal. O que leva uma pessoa que deveria ter a cabeça ocupada por sonhos desistir de tudo em nome deste triste plano. Desigualdade, injustiça social,falta de oportunidades,desejos consumistas, famílias desestruturadas e por aí vai...Tudo isso é sério e talvez explicaria, mas nunca justificaria tamanha tragédia. Nem sei o que dizer,então em silêncio eu rezo e peço paz e que este triste episódio não abra a porta do horror em nosso país. Cilnéia Felippe

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Revisão de vida...


Não vou mais fazer um inventário dos meus

sentimentos. Não vou mais procurar culpados,

não há, pois ninguém pode herdar culpa de algo

que fez ou de sentimentos que deixou de sentir.

Sentimento não se negocia, não se promete, não

se herda, não se acha ou se perde.Sentimento

simplesmente acontece.Não vou inventariar

a minha vida e perder mais tempo, vou desistir

da ação e rasgar os processos de sentimentos.

Vou concentrar as minhas forças na minhas

atitudes, na minha independência Emocional,

no meu querer e tentar esquecer o que aconteceu,

pois rasgando o inventário acredito destruir as

provas e então imaginar que tudo se perdeu.

Cilnéia Felippe


" Não estatize meus sentimentos. Para o seu governo

o meu estado é independente"

Renato Russo amor pra sempre...

terça-feira, 5 de abril de 2011

O caminho de Alice...


Um caminho, um amor e vários sentimentos, nunca sei se amei demais, se me entreguei de menos, se desejei muito e correspondi pouco, se meu amor foi sério ou se fou louco. Já percorri vários caminhos, já tive muitas dúvidas que foram deixadas pelo caminho. Às vezes me pergunto se a felicidade prometida não foi um equívoco e se todos os desencantos não foram apenas um engano. Assim como Alice no pais das mararavilhas, me vejo caindo num buraco imenso, onde os caminhos me levam para a lógica do absurdo e a única coisa que eu quero é voltar pra casa. Cilneia Felippe

sábado, 2 de abril de 2011

momento de amor...


Às vezes na vida buscamos a todo momento olhar

adiante e nos esquecemos do mais importante que é

viver o agora intensamente.

Um momento, uma palavra, um gesto, uma carícia

e um amor escondido. Um instante, uma vida, os

caminhos que se cruzam, um grito e no ímpeto de

amar o delírio. Os corpos se reconhecem e o toque na

pele provoca uma profunda explosão de sentimentos,

dizem que este é o melhor momento onde o explorar

dos dedos deslizando de emoção provoca tesão.

Mas há um único momento, o instante de tudo, exato

e certo, onde devemos escutar as palavras, ouvir o

coração, dar o passo seguinte na melhor direção e

acreditar que a vida na sua simplicidade faça o resto.

Não deixe uma eternidade separar você da sua felicidade.

Cilnéia Felippe


quinta-feira, 31 de março de 2011

Meu erro...


Já errei muito nesta vida, mas todos os erros me

possibilitaram reconhecer os meus limites e fraquezas,

buscando nas minhas verdades, algumas incertezas..

Hoje eu sou o ontem melhorado, o futuro a ser sonhado,

faço planos, mas acima de tudo vivo o meu momento

como algo palpável, pois hoje sei que errar é aceitável.

Você já foi meu erro, meu desespero em acertar, um beco

sem saída que me levou ao extremo do amor ,ao ponto de

pensar só em você e esquecer a minha vida.

Cilneá Felippe

terça-feira, 29 de março de 2011

Este selo ganhei de uma nova amiga, a Luana Liarkeis o qual ofereço também para todos os meus seguidores, com o maior carinho.Caso alguém queira conferir, segue o link. Gente eu aprendi a trazer o link, tô radiante com mais esse progresso. http://osilenciodaspalavrass.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um vida simples...


Cheiro de mato molhado,de tranquilidade verdadeira

de vida plena e simples sem maquiagens, artifícios,

sem mentiras, medidas ou besteiras.

Uma vida apenas simples,com família reunida no domingo

conversa ao pé do ouvido, verdades reveladas,segredos escondidos.

Tenho vontade de parar o tempo,aprisionar o meu momento

que é meu, disso eu tenho certeza.

correr pelo campo, deitar na grama quente do nosso desejo,

matar as saudades de você do seu toque do seu beijo. E depois de todo

devaneio e ainda com o seu cheiro de descanso, achar que nunca o seu

muito, é o tanto para o quanto que eu te desejo.Quero te sucumbir e que

venha todas as tempestades, estou pronta para para resistir.



Não sou do tipo do campo, mas confesso que minha vida

anda tão agitada, não tenho tempo pra nada, pareço

mais uma expectadora da minha própria história que

que vai sendo escrita a cada dia.Quando criança morei

por algum tempo num Vilarejo entre Campinas e Paulínia

um local lindo onde eu era livre. Minha casa com muro bem

baixo me deixava ver o mundo e todas as belezas. Lá,rodeada

de amigos e natureza que até hoje não me sai da lembrança.

Nas noites de verão deitava na grama e ficava admirando

o céu, acho que é deste tempo que passei a amar a lua,

as estrelas e todo o seu mistério. Outras vezes também

fui ao campo para recarregar as energias e lá só encontrei

alegria e paz de uma vida simples.É estranho,pois amo agitação

sou ligada no 220, mas hoje queria a calma do campo e a dona

Joana preparando aquelas delícias que só ela sabe fazer.

E nessa calma onde o tempo não passa, Eu e você,

somente assim,intensamente entregues ao prazer...


Cilneia Felippe