sábado, 11 de setembro de 2010

Dúvidas


Não quero a sua certeza, pois quero passar nesta vida tendo muitas dúvidas.
Não quero a sua firmeza, pois por natureza sou fraca e insegura, e somente a dúvida me faz acreditar que a vida é uma eterna busca.
Não quero a tua beleza, pois não acredito em conceitos definidos e estabelecidos pela regra.
Não quero pensar e agir de acordo com a sua regra, acreditar que tudo é eterno, que não muda. Isso seria um inferno...
Não quero o teu céu, não quero a tua vida e nem tão pouco a tua alma,
quero apenas a dúvida de acreditar que uma boa escolha não depende apenas de sorte ou destino e sim de ter calma. Assim, eu continuo jogando, duvidando e procurando...

Cilneia Felippe

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O vento


A tarde se vai, e com ela parte de minha história. No outono a tarde se vai e com ela a minha história voa longe,muito longe onde o vento consegue levar.
Ás vezes me assusto com a força do vento, e fico pensando que sua força parte da força do meu pensamento. Levar para longe coisas e sentimentos, só faz sentido se for levado pelo vento. O que o vento se leva é parte de uma história, são fragmentos de vida e de momentos.O vento sopra e da janela eu sei que hora de partir, mesmo querendo ficar. Ás vezes o vento é leve, passa sem perceber, parece mais uma brisa ao amanhecer. Em outras horas ele é ventania forte como um furacão, desnuda a alma,despedaçando o coração.
Cilnéia Felippe

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Esse é o meu lamento...


Sou o inseguro e o incerto, às vezes assusto, não me prendo aos muros e nem sempre sou correto.
Não sinto o que sinto, pois aprendi com o camaleão a me camuflar, assim posso, dependendo do mundo me perder ou quem sabe me achar.
Sou o inseguro, que busca na clandestinidade, entender os sentimentos, guardados a sete chaves, escondidos, esperando um espaço dentro do seu tempo.
Sou o incerto que grita sem ser ouvido, que chama a todo momento, numa busca sem sucesso. Esse é o meu lamento.
Cilnéia Felippe

A importância da Educação

Ninguém escapa da educação.Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, para ensinar, para aprender e ensinar. Para saber, para fazer, para ser ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com educação.
Carlos Rodrigues Brandão

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ser ou não ser....só vai depender de você!!

Ser ou não ser, eis a questão.

Amar ou odiar,depende da relação.

Viver ou morrer,depende da razão.

Chorar ou sorrir, depende da emoção.

Sofrer ou ser feliz, depende somente da ação.

ficar ou abandonar, depende da intenção.

Ser feliz por ser feliz, depende somente da paixão.

Ser fiel ou trair, depende da intensidão.

Transar só por transar, depende do tesão.

Mas fazer amor, fazendo amor, depende do coração.

Cilnéia Felippe





segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Cidade acorda...

Sábado, dia 4 de setembro, véspera de feriado prolongado da independência. Campinas acorda mais calma, com um ar de ressaca sei lá como explicar. O percurso até o centro da cidade, foi agradável, parecia diferente, com poucos carros e gente. Moro ao lado do maior shopping da América Latina, entretanto, não há nada que substitua a história de um lugar de sua gente e costumes, e isto só conseguimos encontrar no centro da cidade de Campinas. Somente a aglomeração dos partidos políticos conseguiu perturbar essa paz tão esperada e desejada por todos. Rapidamente percebi que a melhor política era receber calmamente os panfletos e delicadamente jogar fora quando possível, dentro de um lixo. Aliás, o centro mais parecia um lixo, um lixo gigante de papéis pelo chão . Sei que se trata de um processo político, mas será que precisava ser tão porcalhão. Mesmo assim, e apesar de todo tumulto, algo de diferente estava no ar. Andei vagarosamente, olhando coisas que num sábado comum seria impossível perceber. E é daí que penso como às vezes naturalizamos tudo, pensamos que tudo é assim, e assim seja. Um momento muito especial entre tantos, me chamou a atenção. Um morador de rua dormia num calor intenso envolto por um cobertor. O fato curioso é que ele dormia em plena luz do dia e na porta do Palácio da Justiça. Daí eu me pergunto: Qual justiça? Achei tão irônico, pois próximo dele, estavam os políticos prometendo mundos e fundos sem se quer perceber que aquela cena, mais parecia um placar informando, ou melhor, gritando.. Vocês não fazem nada. Cá estou eu, invisível aos olhos de todos. Acho que aquele senhor, nem se deu conta da cena que estava protagonizando. O mais triste que assim como ele, existiam outros tantos, vagando pelos cantos sem eira nem beira. Que justiça mais injusta. Ah... Um fato muito bom aconteceu, encontrei um amigo querido, dos tempos da faculdade e colocamos a conversa em dia. Fabinho, você é tudo de bom!!!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Especialmente especial.....

Por ser mãe de uma criança especial e professora de Educação Infantil me interesso sempre por assuntos ligados com o tema inclusão. Discutir inclusão, ainda é para mim, um assunto muito delicado, sendo assim, me sinto na obrigação de estudar, conhecer, procurar caminhos e refletir sobre o tema. Para refletir, ser imparcial é muito delicado, pois de um lado sou mãe e quero que a minha filha tenha todos os seus direitos respeitados, por outro lado, e falando como professora, reconheço a dificuldade que muitos professores enfrentam nas escolas, com salas superlotadas, sem adaptação alguma para receber determinadas crianças e por fim uma equipe que não veste a camisa e acha que aquela criança especial é responsabilidade apenas do professor titular da sala.Como interligar os conhecimentos específicos que com certeza são necessários, com os sentimentos e necessidades destas e de todas as crianças que necessitam de uma atenção mais direcionada? Integrar, incluir, cuidar e educar ganha dimensões maiores quando falamos de inclusão. E quando afirmo isto, faço um passeio na minha própria história como educadora, pois em 1994 quando recebi a minha primeira criança especial, gritei e protestei, pois ficava imaginando como trabalhar sem ter sido preparada, ou pelo menos possuir Algum conhecimento específico. Lentamente fui percebendo que a única coisa que aquela criança precisava não era avaliações, sistemas e diagnósticos, pois ela precisava apenas de carinho, atenção e um voto de confiança.
Em 1996 mais precisamente em 07 de outubro, ganho de presente de aniversário a Giovanna, que por uma infelicidade do destino teve paralisia cerebral. Aí sim, foi que realmente eu percebi o quanto carinho, atenção e coragem fazem diferença na vida de uma criança especial.
Assim ao pensar em inclusão e escola, penso imediatamente nos progressos da minha filha. Hoje freqüentando uma escola regular, percebo o quanto ela cresceu, entretanto, percebo também o quanto o seu grupo a sua escola ganhou com a sua presença. Tenho certeza que a inclusão faz bem a saúde e todos saem ganhando, pois no dia a dia aprenderão a conviver e respeitar as diferenças em tempo real. Não é nada fácil incluir, entretanto, se não tentarmos, nunca saberemos do que estas crianças maravilhosas são capazes. Como professora e mãe, sei que estamos ainda longe do ideal sonhado, entretanto os movimentos apontam para uma tentativa que me faz acreditar poder trilhar um caminho correto e desejado.

Texto:Professora Cilnéia